Capítulo 5: O Rugido da Geada e o Silêncio da Alma
O sal?o principal do Cl? Nishigaki, outrora um símbolo de nobreza e resistência, transformou-se em um po?o de tens?o quando os três shinobis de elite irromperam pelas portas, exaustos e com o cheiro de oz?nio ainda impregnado em suas vestes. A notícia caiu como uma avalanche sobre Hiroto.
— Minha bela Sayuri foi atacada! — rugiu Hiroto, sua voz ecoando pelas vigas de gelo. Seus olhos transbordavam uma fúria que amea?ava transbordar. — Por que n?o ficaram para ajudar?!
— Estávamos ajudando, Hiroto-sama — explicou um dos shinobis, curvando-se profundamente enquanto tentava recuperar o f?lego. — Mas Sayuri-sama ordenou que retornássemos para alertá-lo o mais rápido possível. Ela usou o Núcleo de Raio... foi um sacrifício estratégico.
Hiroto cerrou os punhos t?o forte que o ar ao redor de suas m?os come?ou a cristalizar.
— Vocês foram em quatro, contando com Sayuri. O que houve com o outro?
— Ele foi encarregado de ir até as terras Belmont. A essa altura, se n?o o tiverem matado, ele já deve estar chegando ao castelo.
Hiroto desviou o olhar, uma sombra de angústia cruzando seu rosto severo.
— O que será que aconteceu com minha bela mulher? — murmurou, o tom de tristeza contrastando com a aura de poder que emanava dele.
O silêncio que se seguiu foi interrompido pelo som de passos arrastados e metal batendo contra a pedra. Um guarda do cl?, letalmente ferido e cambaleante, entrou no sal?o. Antes que alguém pudesse socorrê-lo, ele desabou. Cravada em seu peito, presa por uma adaga de ouro, estava uma carta.
Hiroto caminhou até o corpo, seus passos pesados. Ele arrancou o papel e leu em voz alta, cada palavra sendo destilada como veneno:
"Nishigaki, tentamos fazer isso de forma pacífica, mas você e sua ra?a n?o colaboraram conosco. Sua mulher está viva... sabe-se lá até quando. Venha sozinho até a capital se a quiser de volta. — Toyotaro Kurogane, o Shogun."
O silêncio que se seguiu foi absoluto, o tipo de silêncio que precede o fim do mundo. Hiroto colocou o corpo do guarda morto no ch?o com uma delicadeza assustadora. Ent?o, ele explodiu.
— KUROGANEEEEEEE, SEU FILHO DA PUTA!!!!!!!!
O grito n?o foi apenas sonoro; foi uma libera??o catastrófica de Núcleo. Instantaneamente, a temperatura no castelo despencou. O ar congelou em pleno movimento, batendo incríveis -100°C. As paredes estalaram, e uma crosta de gelo negro cobriu tudo. Qualquer outro ser vivo ali teria o sangue cristalizado em segundos, mas os Nishigaki, forjados no frio extremo, apenas tremeram diante da fúria do seu líder. Hiroto n?o era mais apenas um homem; era uma tempestade ártica em forma humana.
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Enquanto Peridot mergulhava no caos térmico, o Nirvana permanecia em sua paz imperturbável e opressiva. Yami, com o corpo marcado pelo esfor?o dos últimos vinte dias, caminhou até o riacho de luz líquida. Ele mergulhou as m?os na água, saciando uma sede que parecia vir da própria alma.
Ao olhar seu reflexo na água prateada, ele percebeu a mudan?a. As marcas escuras de Entropia que manchavam sua pele estavam recuando; o ódio, embora ainda presente como uma brasa ao fundo, n?o era mais o incêndio descontrolado de antes. Sua pele voltava ao tom natural, e seu Núcleo pulsava com uma cadência mais harm?nica.
— Ora, ora... olha só quem n?o morreu de sede! — Uma voz familiar e irritantemente descontraída ecoou atrás dele.
Yami se virou e encontrou Buda, encostado em uma árvore com as m?os nos bolsos, exibindo aquele sorriso convencido de quem sabe de tudo e n?o se importa com nada.
— Parabéns, Yami. Sua determina??o é impressionante. Sério, nota dez! — Buda caminhou até ele, dando um tapinha despojado no ombro do rapaz. — Mas n?o se engane, n?o vim aqui só para ver se você estava hidratado. Vim passar o primeiro treinamento real.
Buda apontou para um grupo de árvores antigas, cujas raízes pareciam flutuar sobre o solo.
— Você vai sentar ali e meditar. Esvaie essa sua cabecinha barulhenta e liberte o fluxo da sua alma. Vai ser um saco no come?o, você vai querer me socar, mas vai conseguir. — Buda inclinou a cabe?a, o brilho em seus olhos tornando-se momentaneamente sério. — Tem muita gente contando com isso, garoto. Tente n?o ser um fracasso, ok?
Antes que Yami pudesse responder ou questionar a atitude blasé do mestre, Buda simplesmente desapareceu em um feixe de luz, deixando apenas o som de sua risada no ar.
Yami olhou para as árvores. Ele sabia que a medita??o seria uma batalha pior do que a corrida pelo deserto. Lá fora, ele lutava contra a gravidade; aqui, ele teria que lutar contra si mesmo.
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A fome no Nirvana era uma tortura silenciosa, um vazio que parecia consumir o próprio Núcleo de Yami por dentro. Ao avistar pequenas frutas pendendo de um galho próximo, um lampejo de esperan?a surgiu. Ele colheu uma delas, a casca brilhando com um tom prateado, e mordeu com desespero.
O gosto, no entanto, era indescritível: uma mistura de cinzas, ferro e podrid?o que parecia agredir sua alma. Seu corpo rejeitou o alimento instantaneamente. Yami vomitou, sentindo a bílis queimar a garganta, restando-lhe apenas o est?mago vazio e a fraqueza. Sem saída, ele cambaleou até a base das árvores e sentou-se, fechando os olhos para enfrentar o que vinha a seguir.
O silêncio do Nirvana foi substituído por um zumbido estranho. A realidade ao redor de Yami come?ou a se curvar. O solo sob ele desapareceu, e ele se viu em um plano cinzento, um vazio onde a única cor era o roxo estático da sua própria energia.
— Que lugar é esse? — questionou-se Yami, a voz ecoando sem dire??o.
Um impacto seco e brutal interrompeu seu pensamento. Um soco atingiu seu rosto, lan?ando-o para trás. Yami rolou no ch?o e levantou o olhar, encontrando uma figura grotesca: era uma massa de fuma?a negra e energia púrpura, uma vers?o distorcida de si mesmo, emanando um ódio t?o denso que o ar parecia sólido.
A criatura n?o proferiu uma palavra. Ela avan?ou com outro golpe. Yami desviou por milímetros e revidou, desferindo uma sequência de socos carregados com seu Núcleo. Para seu horror, seus golpes atravessavam a criatura como se ela fosse feita de névoa, sem causar dano algum. A frustra??o subiu como uma maré.
— "Por que n?o morre?! Por que nada funciona?!" — Yami gritou, os olhos voltando a brilhar com a fúria cega que Buda o mandara controlar.
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No momento em que ele perdeu a paciência, pronto para liberar uma explos?o de Entropia, a realidade tremeu. De volta ao mundo "físico" do Nirvana, um dos galhos das árvores de medita??o chicoteou o ar com uma velocidade sobrenatural. O golpe atingiu as costas de Yami com uma for?a que rasgou sua pele e sua carne, deixando uma ferida profunda que ardia como fogo sagrado.
— ARGH!!! — o rugido de dor arrancou Yami da ilus?o.
Ele caiu para frente, ofegante, sentindo o sangue quente escorrer pelas costas. Onde a cicatriz estava se formando, ele sentiu algo estranho: o ódio daquela criatura havia diminuído na mesma propor??o em que a dor física aumentava. A árvore n?o o estava punindo; ela estava "sangrando" o ódio para fora dele.
— O que aconteceu? — gemeu Yami, limpando o suor do rosto. — Buda vai pagar por isso quando eu voltar...
Ele olhou para a árvore, que agora parecia novamente imóvel e pacífica. Ele sabia que aquela marca em suas costas seria uma cicatriz eterna, um lembrete físico de que o ódio tem um pre?o.
— Isso vai demorar... — sussurrou ele, ajustando sua postura de medita??o, apesar da dor — mas acho que estou come?ando a pegar o jeito.
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Sentando-se novamente sobre as raízes, Yami ignorou a queima??o nas costas. Ele respirou fundo, permitindo que a dor física servisse como uma ancora para sua mente n?o flutuar de volta ao rancor. O ambiente ao seu redor come?ou a mudar de forma sutil; o cinza opressivo deu lugar a um brilho dourado e suave. Quando ele abriu os olhos, n?o estava mais sob as árvores, mas em um campo vasto e idílico. No horizonte, uma figura feminina caminhava com uma elegancia que parecia hipnotizar o próprio espa?o.
— Uau! Quem é aquela mulher? — Yami murmurou, impressionado pela aura de pureza que ela exalava.
A mulher parou diante dele, seus olhos brilhando como o sol ao meio-dia.
— Você... eu nunca o vi aqui. De onde é? — questionou ela, curiosa.
— Estou exilado do meu lar para treinar com Buda — explicou Yami, sentindo-se estranhamente calmo na presen?a dela. — Fiquei cego de ódio e isso causou algo horrível. Tenho poucos flashes do que aconteceu, mas uma coisa é clara: eu sou o provável novo Shinigami.
— O Shinigami-sama está morrendo? — A express?o dela mudou para uma compreens?o melancólica. — Isso explica muita coisa.
— Como assim? — Yami franziu o cenho.
— Você veio do deserto? Ent?o viu as sombras. O selo das portas do Purgatório está enfraquecendo. Anomalias têm escapado e desequilibrado a ordem do Universo. O Shinigami já n?o está no auge após um milh?o de anos. O Universo pede por outro. Até o Nirvana corre risco. Quantos outros candidatos despertaram?
— Eu n?o sei — respondeu Yami. — Mas um deles já tentou me atacar. Saí vivo porque ele foi puxado por um portal.
— Você deu sorte. Tinha acabado a temporada de ca?a bem na hora. Buda te enviou para cá, n?o foi?
— Na verdade, Ren me deu um golpe que me enviou aqui.
— Ele te botou para lutar com Ren? Ele n?o muda mesmo — ela deu um sorriso leve. — Tentou comer as frutas?
— Sim, mas o gosto era horrível.
— Isso é culpa do ódio. Ele estraga tudo — ela observou Yami com aten??o. — Mas você está lidando bem. Já n?o sinto aquela aura horrível.
Yami olhou para as próprias m?os. O tom acinzentado e as marcas de ódio haviam sumido durante a conversa. O que restava era apenas um pequeno rancor, uma cicatriz emocional por Kaito e o cl? que o traiu.
— Tente comer as frutas novamente. Ter?o um gosto melhor. E tome este presente por ter sobrevivido até aqui.
Ela se aproximou e selou seus lábios nos de Yami em um beijo que emanava um calor revitalizante. Em um instante, o campo dourado desapareceu. Yami estava de volta à árvore, sentindo-se mais leve do que nunca. Sua respira??o fluía sem esfor?o. Ele pegou uma das frutas e mordeu; desta vez, o gosto era agradável, quase doce. Saciado, ele sentiu o cansa?o acumulado. Antes que pudesse fechar os olhos, Buda surgiu, flutuando com sua habitual arrogancia descontraída.
— Olha só! Se passaram dez dias e você já conseguiu concluir uma parte do treino. Você realmente tem potencial.
— Dez dias?! — Yami deu um pulo. — Eu meditei por algumas horas!
— Você se encontrou com a Amaterasu, n?o foi? Aquela mulher bonita? — Buda riu. — O tempo lá passa diferente daqui.
— Que explica??o pregui?osa — resmungou Yami.
— é, mas serve. Enfim, vi a cicatriz. Já achou o ódio, mas sabe como destruí-lo?
— Ainda n?o.
— Agora que está calmo, utilize o Núcleo. Fa?a-o fluir pela m?o como uma camada fina, um escudo. Suas m?os nuas n?o afetam aquela sombra, mas seu Núcleo puro acerta aquilo que n?o pode ser tocado.
— Como? — Yami olhou para as palmas das m?os.
— Sinta o Núcleo. Ele percorre todo o seu corpo. Você já cria estacas de gelo e dispara raios, mas tente fazer isso com a energia pura. Sem elementos. Apenas a essência.
Buda desapareceu em um estalo, deixando para trás uma pequena marmita de madeira e um litro de água fresca. Yami olhou para a comida, depois para a cicatriz que ainda ardia em suas costas, e finalmente para o horizonte. Ele tinha 60 dias restantes e uma arma para forjar.
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O ambiente no Castelo Belmont tornou-se pesado, como se o próprio ar estivesse sendo comprimido pela gravidade da situa??o. O líder dos Belmont, Lord Alaric, ouviu o relato do shinobi com os olhos semicerrados, processando cada informa??o sobre a emboscada e a queda de Sayuri.
— Kurogane é realmente um covarde! — declarou Lord Alaric, sua voz ressoando com a autoridade de quem já enfrentou mil invernos. — Atualmente seus dois sobrinhos ocupam os cargos de Reis de Paus e Copas; com certeza ajudaremos. Jason terminou seu treinamento e já está mais forte devido ao despertar do Núcleo de Platina. Sua domina??o de sangue também pode ser útil contra Genzō, que utiliza do mesmo dom. Apesar de sua idade, Jason tem se destacado muito. O jovem Yami também é bem impressionante; fiquei sabendo sobre ele apagar o núcleo do filho do Kurogane, o tal do Kaito. Faremos uma reuni?o, junte-se a nós como representante Nishigaki, temos muito a discutir sobre essa guerra civil.
— Será uma honra, Alaric-sama — respondeu o shinobi, sentindo o peso da exaust?o ser levemente aliviado pela promessa de refor?os.
Enquanto isso, no Castelo Nishigaki, o ar n?o estava apenas tenso; estava literalmente congelando. A fúria de Hiroto era palpável, uma for?a da natureza que n?o aceitava correntes.
— Eu vou matar o Kurogane, ele vai se arrepender por ter tocado na minha Sayuri — rugiu Hiroto, cujos passos deixavam rastros de gelo negro no assoalho.
— Se acalme, Hiroto. Ainda precisamos saber da resposta de Alaric Belmont — advertiu o Gr?o-Mestre Anci?o Ozoi, mantendo-se firme apesar da press?o gélida que emanava do líder.
— Minha Sayuri está lá presa e indefesa no território de Kurogane e você quer que eu fique aqui sem fazer nada?! — Hiroto virou-se para ele, seus olhos já brilhando em um azul elétrico, a manifesta??o mais pura do seu Núcleo de Gelo.
O Anci?o n?o recuou. Pelo contrário, sua voz subiu em um tom de serm?o que raramente utilizava.
— Yami é igual a você: teimoso e irritado. Foi exatamente isso que o for?ou ao exílio temporário. Se você for lá de cabe?a quente, pode acabar sendo pego ou, pior, morto junto da Sayuri. Sente-se e seja paciente! Precisamos de ajuda agora e n?o vou arriscar o futuro dos Nishigaki porque você n?o se controla. Sayuri está viva e, obviamente, Kurogane preparou uma armadilha. O ódio te deixou burro de vez?
As palavras de Ozoi cortaram a fúria de Hiroto como uma lamina de realidade. O líder dos Nishigaki respirou fundo, o vapor gelado saindo de seus pulm?es enquanto a temperatura do sal?o come?ava a estabilizar. Ele sabia que o Anci?o tinha raz?o. Uma investida solitária seria suicídio.
— Está bem — murmurou Hiroto, a voz ainda carregada de rancor. — Esperaremos a resposta dos Belmont. Mas avise a todos: preparem o cl?. Se Kurogane quer uma guerra civil, ele terá uma que congelará a história de Peridot para sempre.
A mobiliza??o come?ou. Ferreiros trabalhavam dia e noite, shinobis revisavam selos de prote??o e a estratégia de defesa era refor?ada. O tabuleiro estava montado: de um lado, a tirania do Shogun e seu Baralho Real; do outro, a alian?a desesperada entre o Gelo e a Platina. E, longe dali, no Nirvana, o herdeiro da Morte continuava a esvaziar sua alma, sem saber que o tempo estava correndo mais rápido do que nunca.
O sal?o de guerra do Castelo Belmont era iluminado por tocheiros de fogo escarlate, refletindo nas paredes de mármore avermelhado que pareciam pulsar como um cora??o vivo. Diferente do frio estático dos Nishigaki, o ambiente ali exalava um calor ferroso. A linhagem Belmont era famosa por sua maestria sobre o Núcleo de Sangue, a habilidade de manipular a fluidez e a vitalidade, tornando-os guerreiros quase impossíveis de serem abatidos em combate prolongado.
No centro da mesa redonda, Lord Alaric Belmont mantinha uma postura imponente. Ao seu lado, Jason permanecia em silêncio, sua pele emitindo um leve brilho metálico — o sinal da Platina, a evolu??o raríssima do sangue que transformava a fluidez em uma defesa inexpugnável.
— O shinobi Nishigaki já nos deu o panorama — come?ou Alaric, sua voz profunda ecoando. — O Shogun n?o está apenas ca?ando Yami; ele está tentando erradicar o suporte dos Nishigaki. Capturar Sayuri foi o movimento mais sujo possível. Ele quer atrair Hiroto para um campo onde o gelo n?o pode se expandir.
— E Genzō, o Rei de Ouros, estará lá — interrompeu Jason, seus olhos focados. — Ele é um mestre do sangue, assim como nós, mas ele perverteu o dom para ferver a vida de dentro para fora. Se Hiroto for sozinho, ele n?o terá defesas contra a alquimia térmica de Genzō.
Alaric assentiu, olhando para o representante Nishigaki que estava à mesa.
— Nossa estratégia será dividida em duas frentes. Primeiro: Jason, você liderará uma unidade de elite. Sua Platina é a única coisa que pode ignorar a manipula??o térmica de Genzō e a for?a bruta de Kurogane. Você n?o vai como um exército, mas como uma for?a de extra??o. O foco é Sayuri.
Jason apertou o punho. Ele sentia o peso da responsabilidade.
— Eu vou trazê-la de volta. Pelo Yami e pelos Nishigaki.
— Segundo — continuou Alaric — eu mobilizarei a reserva principal dos Belmont. Se o Shogun quer uma guerra civil, ele verá o que acontece quando o sangue de Peridot ferve. Enviaremos comboios de suprimentos protegidos por nossos melhores manipuladores de sangue para quebrar o cerco de fome imposto pelo Rei de Copas, Sabito.
O representante Nishigaki inclinou a cabe?a, impressionado com a determina??o dos aliados.
— Alaric-sama, Hiroto-sama está à beira de um colapso de fúria. Ele pode n?o esperar muito tempo.
— Diga a ele que os Belmont já est?o em marcha — respondeu Alaric. — Mas avise: se ele quebrar a forma??o e agir por impulso, nem mesmo a Platina do meu filho poderá salvá-lo da armadilha que o Shogun armou na capital.
Jason levantou-se, a armadura leve de platina ajustando-se ao seu corpo. Ele olhou para o horizonte através da janela do castelo, onde o sol se punha em um tom de vermelho sangue.
— Pai, eu vou partir agora. Cada minuto que Sayuri passa nas m?os de Toyotaro é um minuto mais perto da execu??o.
— Vá, meu filho. Mostre a eles por que o sangue dos Belmont n?o pode ser derramado t?o facilmente.
A reuni?o se encerrou com um senso de urgência mortal. O exército de sangue estava se movendo, e a alian?a entre o Gelo e a Platina estava finalmente selada. A guerra civil n?o era mais uma possibilidade; ela já havia come?ado nos corredores do poder e agora desceria para os campos de batalha.

