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Ao chegar ao jardim, Samuel observou a grande prepara??o ao seu redor. Tudo estava decorado com esmero, com flores vibrantes e bandeiras penduradas entre as árvores, prateadas como a luz da lua. Ele sabia que a rainha era importante para o Alfa, mas jamais imaginaria ver tamanha dedica??o. Caminhando por entre as decora??es, avistou o Alfa ajeitando alguns detalhes.
— Você chegou rápido, Samuel — comentou o Alfa ao vê-lo se aproximar. — Achei que demoraria um pouco mais. O que acha da decora??o?
— Está impressionante — respondeu Samuel, observando o ambiente ao redor. — Isso tudo é para receber a rainha?
— Com certeza. é o mínimo que podemos fazer. Nada disso se compara ao que ela fez por nós ao longo das Luas — respondeu o Alfa, com um olhar reverente.
Samuel assentiu, respeitoso. — Entendi. Mas... você mencionou mais cedo que queria falar comigo sobre algo. O que seria?
O Alfa ajeitou uma bandeira que balan?ava com o vento e voltou-se a Samuel, seu semblante agora sério.
— Sim. Há alguns meses, contei a você sobre a alcateia que decidiu se isolar, recusando-se a fazer parte do nosso novo sistema de regi?es. Eles foram contra a uni?o das alcateias e, por isso, se distanciaram em uma regi?o remota.
— Lembro disso. — Samuel franziu o cenho. — O que houve com eles?
— Faz um tempo que perdemos comunica??o com eles. Tememos que possam ter sido atacados pelos ca?adores, mas isso é apenas uma suspeita. — O Alfa olhou ao longe, como se tentasse encontrar respostas na floresta.
Samuel deu de ombros.
— Se eles quiseram se isolar, foi uma escolha deles. N?o podemos fazer nada.
— N?o fale assim, Samuel — repreendeu o Alfa, com uma voz calma mas firme. — Eles s?o parte da nossa família. E há mais: desde que essa alcateia parou de se comunicar, também n?o temos notícias dos ca?adores. Sinto que eles podem estar planejando algo contra nós.
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— Mas nós nos mudamos justamente para nos proteger, e eles nem sabem da nossa localiza??o, certo?
— Em teoria, sim — admitiu o Alfa, pensativo. — Mas os ca?adores s?o astutos e imprevisíveis. Nunca podemos baixar a guarda completamente.
Samuel refletiu sobre aquilo em silêncio, mas logo o Alfa lhe lan?ou um olhar tranquilizador.
— Bem, estou quase terminando aqui. Quer esperar? Pode me ajudar, se quiser — sugeriu o Alfa, apontando para alguns enfeites.
— Claro, posso ajudar — Samuel concordou.
Trabalhando lado a lado, a tens?o inicial foi aos poucos dissipando-se. Enquanto penduravam as últimas bandeiras e organizavam o espa?o, Samuel n?o conteve uma pergunta que há tempos o intrigava.
— Tenho uma dúvida — ele come?ou, hesitante.
— Qual seria? — incentivou o Alfa, curioso.
— Por que a rainha está vindo nos visitar? Tem algum motivo especial?
O Alfa parou por um instante, pensando em como responder. — Provavelmente, quer ver pessoalmente como estamos. Esta floresta também foi o lar dela e da sua m?e, a Deusa da Lua.
Samuel arregalou os olhos. — Ent?o aquela estátua perto do rio... é uma homenagem à Deusa da Lua?
— Exato. Foi ali que ela se sacrificou para nos dar esperan?a na guerra. Quer ouvir mais sobre isso?
Samuel assentiu.
— Bem... isso aconteceu há muitas luas. Naquela época, estávamos à beira da extin??o, massacrados pelos ca?adores. Parecia que nossa derrota era inevitável. Mas ent?o, em um momento de desespero, a Deusa da Lua apareceu diante do líder dos ca?adores. Ela fez uma profecia e, ao se sacrificar, nos presenteou com uma for?a que nos permitiu resistir e lutar novamente. Desde ent?o, vivemos sob sua prote??o e esperan?a.
Samuel absorveu cada palavra, sentindo-se ainda mais conectado àquela história, embora já conhecesse por conta do Kuwabara. — Obrigado por compartilhar isso, Alfa.
— N?o precisa agradecer. E olhe só, parece que terminamos por aqui — disse o Alfa, observando o jardim, satisfeito.
Pouco depois, o Alfa Klein se juntou a eles, impressionado com o trabalho. — O lugar está incrível. Obrigado pela ajuda.
Samuel e o Alfa ent?o come?aram a caminhar de volta para a toca, mas, de repente, um som cortou o silêncio ao redor. Ambos pararam, alertas, enquanto tentavam identificar de onde vinha aquele ruído misterioso.
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