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Capítulo 2: O Caminho dos Asuras e o Peso da Alma

  Capítulo 2: O Caminho dos Asuras e o Peso da Alma

  O brilho do Templo do Nirvana era hipnotizante, mas para Yami Nishigaki, cada fóton de luz parecia uma placa de chumbo pressionando seus ombros. O pátio de areia branca, que para Buda parecia um tapete de nuvens, para Yami era um pantano invisível.

  Após horas de trocas de golpes brutais com Ren, onde o Candidato teve que usar cada fibra de seus reflexos para n?o ser atingido pelas palmas douradas do Primeiro Discípulo, o treino foi interrompido. Ren recuou com uma leveza insultante, seus pés mal tocando o solo. Yami, por outro lado, caiu de joelhos, o som do impacto de suas articula??es contra a areia ecoando de forma pesada.

  Buda, que observava tudo em silêncio absoluto sob a árvore Bodhi, flutuou calmamente até a borda do pátio. Seus olhos, embora fechados, pareciam ler as linhas de código da alma de Yami.

  — "Diga-me, Jovem Sucessor," — a voz de Buda n?o vinha do ar, mas de dentro da mente de Yami. — "Como sente o ar deste reino? Como sente o ch?o que sustenta seus passos?"

  Yami ofegava. O suor escorria por sua pele parda, e o glitch em seu bra?o direito cintilava de forma errática. Ele tentou se levantar, mas sentiu como se estivesse carregando o próprio Monte Fuji nas costas.

  — "Pesado..." — respondeu Yami, a voz rouca. — "Eu evitei os danos... o Ren mal me tocou nos últimos minutos... mas parece que estou ficando mais lento. Sinto-me dez vezes mais pesado do que quando cheguei. O que há de errado com este lugar?"

  Buda esbo?ou um sorriso compassivo, enquanto Ren observava de bra?os cruzados, sem um único pingo de suor na testa.

  — "O Nirvana n?o possui leis físicas, Yami. Ele possui leis morais," — explicou o Iluminado. — "Aqui, a gravidade n?o é ditada pela massa, mas pela transparência do seu núcleo. Quanto mais clara, pura e em paz for a alma de um ser, mais leve ele caminha entre estas flores de lótus. Ren é leve como uma pétala porque sua vontade e seu espírito s?o um só."

  Buda estendeu a m?o em dire??o ao peito de Yami, onde o Núcleo de Entropia pulsava em um roxo denso e caótico.

  — "Você, no entanto, carrega o peso de mil mortes, o ódio da trai??o e a fúria do Vácuo. Seu núcleo é denso, opaco e carregado de turbulência. Para o Nirvana, você é um erro geológico. Por isso, este ch?o tentará te puxar para o centro do mundo até que você aprenda o **Caminho dos Asuras**."

  Ren deu um passo à frente, a aura dourada voltando a brilhar.

  — "Em outras palavras, novato: ou você domina a fúria da guerra dentro de você e a transforma em instinto puro, ou este templo vai te esmagar antes mesmo de terminarmos o aquecimento. De pé. O Caminho dos Asuras n?o aceita quem fica de joelhos."

  Yami rangeu os dentes. A gravidade espiritual tentava for?á-lo ao ch?o, mas a Entropia em suas veias reagiu. Ele n?o buscaria a "paz" de Buda; ele aprenderia a navegar naquele peso usando sua própria escurid?o.

  ---

  **Yami entende a regra. Agora, para progredir no Caminho dos Asuras, ele precisa de um feito de reflexo absoluto. O que ele fará para superar a gravidade e o Ren?**

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  O silêncio nas terras do **Cl? Nishigaki** era t?o cortante quanto o vento que soprava das montanhas. Ozu, o velho mestre de olhar afiado, caminhava com passos pesados em dire??o ao port?o principal. Ao seu lado, o pequeno Jason tentava manter o passo, sentindo a aura de opress?o aumentar a cada metro.

  Quando os guardas shinobis os interceptaram, a notícia da queda de Yami e seu exílio dimensional se espalhou como fogo. Em poucos minutos, eles foram levados ao sal?o principal, onde o ar parecia congelar antes mesmo de tocarem o ch?o.

  Sentado no centro, estava **Hiroto Nishigaki**, o chefe do cl?. Ele n?o se moveu, mas conforme Ozu falava, a temperatura da sala despencava. Diziam as lendas que Hiroto carregava uma habilidade passiva terrível: num raio de 15 metros, ele podia manifestar o **Frio Absoluto**, reduzindo tudo a **-180°C**. As paredes do sal?o come?aram a estalar, cobertas por uma camada de gelo negro que parecia devorar a luz.

  — "Meu filho... um sucessor da Entropia?" — a voz de Hiroto era um sussurro gélido que fazia os pulm?es de Jason doerem. — "O sistema de castas tentou matá-lo, e agora o universo o quer como carrasco."

  Antes que Hiroto pudesse liberar sua fúria, as portas duplas do sal?o foram arrancadas das dobradi?as por uma press?o atmosférica esmagadora. **Sayuri Nishigaki**, conhecida como **Kaminari (A Imperatriz)**, entrou no recinto. Onde ela pisava, faíscas roxas dan?avam no ar.

  Sayuri era temida por sua "Onda de Choque Violenta", uma técnica que certa vez dizimou metade de um exército inimigo em segundos, deixando o local t?o carregado que, até hoje, nenhum ser vivo conseguia habitar o campo de batalha.

  — "Se o meu filho está sendo ca?ado, ent?o os ca?adores devem aprender a temer o escuro," — disse Sayuri, os olhos brilhando com uma eletricidade estática que fazia o cabelo de Jason arrepiar. — "Vá, Ozu. Leve o garoto Belmont. Se ele é o único que pode tocar meu filho, fa?a dele uma arma que nem os deuses consigam quebrar."

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  Horas depois, Ozu e Jason chegaram aos port?es de ferro do **Castelo Belmont**. Diferente do frio dos Nishigaki, o ar aqui cheirava a metal e determina??o. Jason parou diante do bras?o de sua família, ciente de que, ao cruzar aquele port?o para o treinamento, a crian?a que ele era morreria ali.

  — "Você ouviu a Imperatriz, garoto," — disse Ozu, tirando um cantil de água e jogando no ch?o. — "Yami está cercado por monstros. Para andar ao lado dele, você terá que ser o metal que n?o dobra. Comece a cavar. Vamos ver se esse seu **Núcleo de Platina** serve para forjar armas ou apenas para te manter vivo."

  Jason olhou para as próprias m?os pequenas, fechando-as com for?a até os nós dos dedos ficarem brancos. Ele sentiu o primeiro pulsar de seu núcleo. O sangue prateado come?ou a queimar em suas veias.

  — "Eu vou carregar o peso dele, Mestre. Nem que eu tenha que transformar cada gota do meu sangue em laminas."

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  Ozu n?o levou Jason para um dormitório. Ele o levou para a **Camara de Press?o** no subsolo do castelo, um lugar onde o ar era t?o denso que o suor n?o evaporava; ele grudava na pele como óleo. No centro, a estátua de granito de Yami observava tudo com olhos esculpidos que pareciam julgar a fraqueza de Jason.

  **Dia 1: A Queda da Inocência.** Ozu come?ou ordenando que Jason socasse a estátua continuamente. "N?o use técnica. Use o ódio de ser fraco", gritava o mestre. Nas primeiras horas, os nós dos dedos de Jason se rasgaram. O sangue vermelho manchava o granito negro. Ozu n?o permitia pausas. Quando Jason parava por um segundo, sentia o bast?o de ferro de Ozu atingir suas costelas. Ao final do primeiro dia, Jason n?o conseguia fechar as m?os; os tend?es estavam expostos e a dor era um grito constante em seu cérebro. Ele dormiu no ch?o frio, abra?ado aos próprios bra?os trêmulos.

  **Dia 2: O Despertar Químico.** A dor física atingiu o pico. Ozu for?ou Jason a levantar pesos de chumbo com as m?os em carne viva. Foi nesse momento de agonia absoluta que o **Núcleo de Platina** reagiu. O núcleo n?o buscava paz, ele buscava preserva??o. O sangue que vazava das feridas de Jason come?ou a mudar de cor. O vermelho vivo tornou-se um rosa metálico e, depois, um cinza brilhante. Jason sentiu uma queima??o gelada correndo pelas veias, como se estivesse bebendo metal derretido. Ozu sorriu ao ver o rastro de mercúrio no ch?o. "O ferro no seu sangue está despertando, garoto. Pare de sangrar como um humano e comece a vazar como um deus."

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  **Dia 3: A Primeira Solidifica??o.** Ozu introduziu o elemento do medo. Ele soltou c?es de ca?a famintos na camara. Jason, exausto e febril, viu-se encurralado. Quando o primeiro animal saltou em dire??o à sua garganta, Jason estendeu a m?o num gesto de puro pavor. O sangue que escorria de seus dedos n?o caiu; ele se esticou e congelou no ar em fra??es de segundo, formando uma **farpas de platina** irregulares. O c?o recuou ao ter o focinho cortado por metal que surgiu do nada. Jason olhou para a própria m?o: uma pequena crosta de metal prateado cobria suas feridas, substituindo a pele. Ele havia descoberto a base da **Malha**, mas a custo de uma anemia que o fazia enxergar pontos negros.

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  O treinamento mudou de "exterior" para "interior". Ozu agora queria que Jason controlasse o metal dentro de seu sistema circulatório antes de tentá-lo projetar para fora.

  **Dia 4: Densidade Interna.** Ozu colocou Jason sob uma prensa de madeira pesada que descia lentamente. Jason precisava bombear sua energia para o sangue, tornando-o denso o suficiente para que seu corpo n?o fosse esmagado. Ele sentiu a press?o nos pulm?es e o gosto de metal na boca. A cada centímetro que a prensa descia, Jason tinha que "metalizar" uma parte diferente do corpo. Se ele esquecesse as pernas, os ossos estalariam. Ao fim do dia, Jason conseguiu manter a prensa parada por dez minutos, mas seus olhos estavam vermelhos devido ao estouro de pequenos vasos capilares que ainda n?o suportavam a press?o da platina.

  **Dia 5: O Fluxo de Combate.** Ozu come?ou a atacar Jason com agulhas de arremesso. Jason n?o podia desviar; ele tinha que endurecer a área exata onde a agulha bateria, milissegundos antes do impacto. Foi um exercício de reflexo e percep??o de núcleo. Jason foi cravejado por dezenas de agulhas até que, por volta da tarde, o primeiro *“clinc”* metálico soou. Uma agulha bateu em seu ombro e caiu, entortada. A **Malha Subcutanea** estava come?ando a se tornar automática. Ele estava se tornando uma armadura viva sob a pele parda.

  **Dia 6: A Exaust?o do Metal.** Ozu o for?ou a correr quil?metros carregando lingotes de ferro enquanto mantinha a Malha ativa em todo o corpo. O peso interno era maior que o externo. O sangue metálico é pesado; o cora??o de Jason batia como um tambor de guerra para conseguir bombear o líquido denso. Ele aprendeu a primeira li??o sobre seu limite: se ele endurecer o corpo inteiro por muito tempo, ele para de respirar, pois o sangue n?o transporta oxigênio de forma eficiente no estado de platina. Ele precisava de ritmo. Ele precisava ser fluido.

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  No topo da torre central do Castelo Kurogane, o vento uivava entre as fendas das armaduras negras. O Shogun permanecia de costas, observando o horizonte de Peridot, onde a energia residual das batalhas passadas ainda tingia o céu de um violeta doentio.

  à frente dele, ajoelhados em um semicírculo perfeito, estavam quatro figuras envoltas em mantos que ocultavam seus rostos, mas n?o suas auras. No ombro de cada manto, um símbolo bordado em fio de metal indicava seu lugar na hierarquia do **Baralho Real**.

  O Shogun virou-se lentamente, seus olhos fixos no líder do grupo, que carregava o símbolo do **Rei de Paus**.

  — "O herdeiro dos Nishigaki n?o é mais apenas um problema político," — a voz do Shogun era como o som de metal sendo arrastado. — "Ele se tornou uma falha no sistema. Um *glitch* que amea?a apagar a ordem que construímos. Eu quero que o Esquadr?o Real o localize no limiar dimensional e o execute antes que ele aprenda a respirar no vácuo."

  Um silêncio tenso se instalou. O **Rei de Paus**, responsável pela lideran?a militar e política das miss?es, n?o respondeu de imediato. Ao seu lado, um **Coringa de Espadas** limpava distraidamente uma adaga, com um sorriso frio que sugeria que ele preferia o pagamento de um mercenário ao dever de um soldado.

  — "O senhor fala de um garoto que sobreviveu à própria execu??o e foi escolhido pela Morte," — disse a **Dama de Ouros**, sua voz calma escondendo uma for?a que superava centenas de shinobis comuns. — "Enviar números baixos, de 2 a 10, seria um desperdício de ativos. Mas enviar um **ás** ou um **Coringa**... isso mudaria o tabuleiro político."

  O **Valete de Copas**, mestre em artes marciais e instrutor do esquadr?o, cruzou os bra?os. Ele sabia que o poder de Yami era desconhecido.

  — "Minhas unidades de elite, os **10 de Paus**, s?o mais fortes que exércitos inteiros de vilas menores," — comentou o Valete. — "Mas este menino... ele n?o luta como um shinobi. Ele apaga a existência. Meus homens est?o indecisos. Eles n?o temem a morte, Shogun. Eles temem o esquecimento. Morrer em batalha é honra; ser 'deletado' da história pela Entropia é um destino que até o mais forte dos **Reis** hesitaria em enfrentar."

  O Shogun aproximou-se do Rei de Paus, a press?o em volta dele fazendo as telhas de pedra racharem.

  — "A hierarquia do Baralho Real existe para garantir que o mais forte prevale?a. O naipe de Paus comanda a for?a bruta; Espadas a execu??o; Copas a estratégia e Ouros a funda??o. Se os seus Reis est?o com medo, enviem os Coringas. Mercenários n?o se importam com o que acontece com suas almas, contanto que o ouro brilhe no final."

  O Rei de Paus finalmente levantou a cabe?a. Sua máscara de porcelana era dividida ao meio: um lado branco, o outro negro.

  — "Nós iremos, Shogun. Mas saiba de uma coisa: se um **ás** cair para esse garoto, a confian?a de todo o continente no Baralho Real irá desmoronar. N?o estamos indo apenas ca?ar um ninja; estamos indo tentar matar uma lei da natureza."

  O grupo desapareceu em um borr?o de velocidade, deixando apenas o símbolo de uma carta de baralho cravada no ch?o de madeira. O jogo para eliminar Yami Nishigaki havia come?ado oficialmente.

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  O sal?o da **Távola de Copas** estava imerso em uma penumbra densa, iluminado apenas por velas que flutuavam em torno dos quatro líderes presentes. A tens?o n?o era apenas psicológica; a press?o espiritual ali era t?o alta que o ar parecia ter a densidade do mercúrio.

  O **Rei de Paus**, conhecido como **Kurogane "O Punho de Ferro"**, jogou um relatório sobre a mesa de carvalho.

  — "O Shogun quer a cabe?a dele num altar. Mas eu vejo além. Um garoto que sobreviveu ao apagamento e agora detém o Núcleo de Entropia... ele n?o é um alvo. Ele é o trunfo que falta para dominarmos as Na??es Ocultas."

  — "Trunfo ou senten?a de morte, Kurogane?" — interrompeu a **Dama de Espadas**, uma mulher de olhar afiado chamada **Sora**. — "Meus batedores, os 8 e 9 de Espadas, viram o que ele fez na Batalha de Classes. Ele n?o derrota oponentes; ele remove a lógica da luta. Chamar um monstro desses para a nossa organiza??o é como colocar um incêndio dentro de uma caixa de papel."

  O **Valete de Copas**, um homem cego com cicatrizes de batalha chamado **Raiden**, soltou uma risada seca enquanto polia suas manoplas.

  — "Vocês políticos falam demais. Eu treinei os 2 até os 10 deste baralho. Ensinei a eles 9 artes de matar. Mas como eu ensino meus homens a bloquear um golpe que apaga o bra?o deles antes do impacto? Existe um limite entre coragem e estupidez. Minhas tropas est?o inquietas. Eles sentem que o 'glitch' dele é contagioso."

  A discuss?o se dividiu em duas frentes perigosas:

  1. **Os Expansionistas (Rei de Paus e Valete de Copas):** Querem capturar Yami para usá-lo como a "Arma Final" do esquadr?o, elevando o Baralho Real acima do próprio Shogun.

  2. **Os Conservadores (Damas e Reis de Ouros):** Querem a execu??o imediata. Eles temem que a mera presen?a de Yami desestabilize a hierarquia de poder.

  — "Se tentarmos recrutá-lo e falharmos, n?o sobrará um Baralho para contar a história," — Sora sibilou, sua m?o repousando no punho de sua katana. — "A Dama de Ouros já deu o veredito: se o ás for mobilizado, será para matar."

  De repente, uma risada histérica e dissonante ecoou das vigas do teto. Duas figuras saltaram para o centro da mesa, derrubando os relatórios. Eram os **Coringas**, os mercenários que n?o seguiam leis nem naipes.

  O primeiro, **Jester**, tinha o rosto pintado com o próprio sangue e usava guizos que n?o faziam som ao se mover.

  — "Vocês discutem sobre 'recrutar' ou 'matar'... que tédio! Por que n?o deixamos ele nos apagar? Já pensaram em como deve ser a sensa??o de ser deletado? Deve ser o ápice do prazer!"

  O segundo Coringa, uma figura envolta em faixas chamada **Vazio**, apenas observava com um olho insano através das bandagens.

  — "Eu quero ver se a Entropia dele é mais profunda que a minha loucura. Reis e Damas, fiquem com sua política. Nós vamos para a fronteira do Cl? Nishigaki. Se ele for um deus, eu vou adorá-lo. Se ele for apenas um garoto... eu vou ver de que cor é o sangue de um fantasma."

  Os Coringas desapareceram antes que Kurogane pudesse protestar. A tens?o no sal?o atingiu o ponto de ruptura. O Esquadr?o Real estava rachado: os generais queriam poder, as guerreiras queriam ordem, e os loucos queriam o fim do mundo.

  — "Preparem os Ases," — ordenou Kurogane, sua voz pesada com o presságio do desastre. — "A ca?ada come?ou, mas n?o sei quem é o ca?ador aqui."

  ---

  As fronteiras do território Nishigaki tornaram-se um moedor de carne. O Esquadr?o Real, agindo em grupos de reconhecimento, enviou as patentes baixas para testar as defesas. Os **Números 2 a 6 de Espadas e Paus** investiam contra as muralhas de gelo negro, usando técnicas de infiltra??o e explosivos de chakra.

  A batalha foi coreografada com violência. Shinobis comuns do Baralho Real saltavam entre as árvores, disparando rajadas de vento, apenas para serem empalados por estacas de gelo que brotavam do solo. A elite do Cl? Nishigaki, sob ordens de Sayuri e Hiroto, sequer desembainhou suas katanas. Eles observavam das torres, permitindo que os guardas de fronteira lidassem com a "ralé" do Shogun. N?o houve massacre, mas o recado foi dado: os números baixos n?o eram nada diante da linhagem do frio.

  No Castelo Kurogane, o Shogun observava o soldado enviado por Hiroto. O homem estava imóvel, a pele azulada e coberta por uma geada que nunca derretia. Conforme a temperatura ambiente do trono subia, o gelo agia como uma vitrola macabra, liberando a voz de Hiroto através das rachaduras nos cristais:

  > *"Kurogane, você envia seus números para morrerem no meu quintal como se fossem moedas de troca. Escute bem: eu n?o sujarei minhas m?os com o seu sangue insignificante. N?o preciso. O filho que você tentou apagar tornou-se o Vazio que engolirá sua linhagem. Eu n?o serei sua morte; será a m?o dele que guiará sua lamina até o seu próprio peito, e você implorará pelo fim enquanto vê tudo o que ama ser deletado da existência."*

  O Shogun destruiu a estátua de gelo com um golpe de fúria, mas o rastro de frio permaneceu no sal?o.

  Enquanto isso, no centro de opera??es, a frustra??o crescia. O **Rei de Paus** socava a mesa de mapas.

  — "Nada! Nossos batedores n?o sentem um tra?o de núcleo dele! Como ca?amos algo que n?o existe no plano físico?"

  — "O Nirvana é um mito geográfico," — comentou o **Valete de Copas**, cruzando os bra?os. — "Ele n?o está escondido em uma floresta; ele está em uma frequência diferente. Se Yami n?o quiser ser encontrado, nem um **ás** conseguirá rastrear seu cheiro."

  — "E os Coringas?" — perguntou a **Dama de Espadas**.

  — "Aqueles bastardos sumiram," — respondeu o Rei, sombrio. — "Eles n?o est?o procurando o Yami. Est?o esperando que o mundo quebre para verem onde as pe?as caem."

  ---

  A 30 quil?metros dali, no Castelo Belmont, Jason n?o sabia da guerra nas fronteiras, mas sentia o peso do mundo.

  **Dia 7: O Arsenal do ódio.** Ozu trouxe Jason diante da estátua de Yami novamente. "O Cl? dele está sob ataque. Enquanto você hesita em bater nesta pedra, os soldados do Shogun est?o rindo da fraqueza do seu amigo." Jason rugiu. Pela primeira vez, ele n?o esperou o sangue escorrer. Ele cortou o próprio antebra?o e, com um comando mental, a platina se moldou em uma **Ma?a de Guerra** espinhosa presa ao seu punho. Ele atingiu o peito da estátua, abrindo uma cratera no granito.

  **Dia 8: Versatilidade Metálica.** Jason passou o dia transformando o sangue em diferentes ferramentas: correntes para imobilizar, escudos hexagonais para defesa total e laminas ocultas que saíam dos calcanhares. A **Malha** agora era constante; ele parecia uma estátua de bronze sob a luz do sol, movendo-se com uma densidade que fazia o ch?o rachar sob seus pés.

  **Dia 9: A Invas?o Inesperada.** Um **Número 2 de ouros** do Esquadr?o Real, agindo como desertor ou espi?o, conseguiu burlar as sentinelas de Ozu e invadiu o pátio de treino. Ele viu o garoto prateado e desembainhou uma katana curta, banhada em veneno.

  — "Um moleque Belmont brincando de ferreiro? O Shogun pagará bem por esse Núcleo de Platina!"

  Jason n?o olhou para Ozu em busca de ajuda. Ele apenas limpou o suor prateado da testa. Pela primeira vez, o treinamento era real. Ele viu o brilho da lamina do inimigo e sentiu o fluxo de seu sangue metálico acelerar.

  — "Você escolheu o dia errado para invadir este castelo," — Jason disse, sua voz saindo metálica e profunda.

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