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Capítulo 6 – O Legado

  Aos poucos, ?nix come?ou a recuperar a consciência.

  A dor intensa que havia tomado seu corpo parecia finalmente diminuir, embora as marcas de sua transforma??o o deixassem quase irreconhecível.

  Com esfor?o, ele voltou a se levantar.

  Dessa vez, seu corpo parecia ter recuperado um pouco de energia.

  Seu olho direito, porém, ardia violentamente sempre que tentava abri-lo. Por isso, manteve-o fechado enquanto continuava seu caminho em dire??o à sede do Cl? Neves.

  Enquanto isso…

  Do lado de fora de WinterWolf.

  Alguns soldados do Cl? Otto observavam a regi?o congelada à distancia, tentando entender como atravessar aquela estranha barreira de frio.

  — Estamos há três dias tentando entrar nessa maldita vila — reclamou um dos soldados.

  — O que eu n?o entendo é como está nevando ali… e aqui fora n?o.

  Outro soldado ficou em silêncio por alguns segundos antes de falar:

  — Vocês n?o sentiram?

  — Sentimos o quê?

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  Ele engoliu seco antes de responder.

  — Aquela aura sinistra.

  Os outros trocaram olhares.

  — N?o vai me dizer que quem fez aquilo… ainda está vivo? — perguntou um deles, com um leve tremor na voz.

  — N?o sei — respondeu o soldado —, mas eu senti alguma coisa.

  A neve continuava a cair sobre WinterWolf.

  Mas o frio, aos poucos, parecia diminuir.

  De repente, um dos soldados se animou.

  — Ei! Ei!

  — O quê foi agora?

  — Parece que vamos finalmente conseguir entrar!

  — Já estava na hora…

  Enquanto isso, dentro de WinterWolf…

  ?nix finalmente chegou à sede do Cl? Neves.

  Nos bra?os, ele carregava o corpo de seu irm?o.

  O prédio estava parcialmente queimado, com várias partes destruídas, mas ainda permanecia de pé, resistindo como um último símbolo da antiga for?a do cl?.

  ?nix olhou para a constru??o em silêncio.

  — Pelo menos… deixaram isso — murmurou ele com uma express?o vazia.

  — Se é que isso ainda significa alguma coisa.

  Ele entrou lentamente no edifício destruído.

  Seus passos ecoavam no grande sal?o silencioso.

  — Vou deixá-lo na cripta, meu irm?o… — disse ele em voz baixa. — Ao menos isso eu ainda posso fazer por você.

  Na cripta do cl?, ?nix envolveu o corpo de ?nus com algumas faixas que ainda restavam no local.

  Suas m?os tremiam.

  Lágrimas escorreram novamente por seu rosto.

  — Desculpa… por ter sido um peso para você.

  — Desculpa por n?o ter sido forte o suficiente.

  Ele fechou os olhos.

  — Eu te amo… meu querido irm?o.

  O silêncio tomou conta da cripta.

  Depois de alguns momentos, ?nix respirou fundo.

  Sua express?o mudou.

  Agora havia algo diferente em seus olhos.

  Algo mais frio.

  — Agora… — murmurou.

  — Eu preciso ver aquilo que você queria me mostrar.

  Com passos lentos, ele deixou a cripta e seguiu pelos corredores destruídos até chegar à entrada do por?o da sede.

  O mesmo por?o…

  onde o antigo baú do cl? estava guardado.

  ?nix desceu as escadas lentamente.

  Seu cora??o batia mais forte a cada passo.

  Finalmente, ele parou diante do baú.

  O objeto permanecia ali.

  Intacto.

  Esperando por ele.

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