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Capítulo 56 - Lamaçal Movediço

  Com a chegada do elevador nas profundezas da montanha, o barulho de suas engrenagens ecoaram por todo o corredor. Lá dentro do c?modo escuro, os seis servos de Berith pelo túnel se aproximam sem entender.

  Uma dupla mais curiosa toma à frente e, respectivamente, expandem o que restou de sua luz para iluminar o local. Nesse instante, uma linha dourada decapita um deles enquanto uma linha vermelha divide o outro, mas nenhum sangue derrama de seus corpos.

  Os mais distantes arregalam os olhos, mas antes que pudessem reagir, uma sequência de vultos brevemente azulados perfuram as suas cabe?as. Esses projéteis se entrela?am continuamente ao eliminar os quatro guardas restantes pela entrada do subterraneo.

  Pouco tempo depois, todos eles desaparecem como fuma?a.

  Rapidamente, o grupo parte em disparada pelo caminho linear. à frente, Raisel corre com a espada baixa pela lateral direita, mantida com ambos os palmos sobre o cabo. Logo atrás, Yurgen se mantém alerta com os olhos prateados e o arco em m?os. Seguido de Jeanice com a varinha em posse, e Carmen, com seu florete.

  As borboletas carmesim, presas nos recipientes de vidro pelas paredes, ficam para trás conforme se aproximam do final do corredor.

  Ao fim do túnel, uma paisagem maior se revela.

  Um enorme espa?o preenchido por seis escadas laterais, três em cada lado. No centro, na parede ao fundo da sala, há uma espécie de selo circular enegrecido com diversos símbolos, muito semelhante ao que apareceu no topo das cabe?as de Odgard, Edina e Gratios.

  Contudo, o mais impressionante é a fileira dos civis ainda em transe pelo efeito do Inferno da Noite. Todos eles se aproximam daquele símbolo um após o outro e, consequentemente, desaparecem após tocá-lo.

  Raisel arregala os olhos, mas morde os lábios em frustra??o. Portanto, ao invés de seguir reto para confrontar as dezenas de servos que conduzem o ritual, tomou um rumo lateral para a primeira escada à esquerda.

  Rapidamente, os Bealerins próximos à escada s?o eliminados.

  Passando pela porta, se deparam com um corredor ainda mais extenso do que o outro. Eles sequer conseguem ver o final ao olhar para os lados.

  一 Merda… Dez anos foram o que eles passaram construindo esse lugar? 一 Um suor escorria pela lateral da fei??o de Yurgen ao verificar o tamanho do túnel.

  一 Desse jeito, n?o vamos encontrar nunca esse Osman… 一 As sobrancelhas de Raisel se uniram enquanto a m?o destra apertou o cabo de sua espada.

  一 Expanda o Domo, Raisel, e use o seu Glanz, Jeanice. Ser furtivo n?o vai ser uma op??o. 一 Tomando uma posi??o para defender o garoto, o arqueiro se preparou.

  Pelo lado oposto, Carmen se mantém ao lado da feiticeira.

  Um suspiro quase em conjunto marca o início das suas concentra??es. A varinha, apontada para cima, esbanja uma linha de fuma?a azulada e espectral. O Gewissen da garota se eleva e, consequentemente, uma névoa come?a a borrar os horizontes.

  “Schwarzer Rauch!”

  Nesse instante, o menino fecha os olhos. Sua aura dourada borbulha pelos ombros como um reflexo de sua ira. Repentinamente, explode como uma rajada de vácuo para os arredores em uma velocidade e potência tamanha ao ponto das paredes trincarem.

  一 Dois já se libertaram! Outros dois n?o foram pegos! 一 Exclamou Jeanice com os olhos fervendo pelo uso de sua energia.

  一 Há pelo menos trinta servos que ainda est?o na ilus?o, mas n?o deve durar muito! 一 Abaixou a varinha enquanto se virou para o velho.

  一 Muito bem. Fique atenta… Ainda n?o chegou no final, Ray? 一 Receoso, mantinha o arco em guarda.

  一 Encontr- 一 Os olhos se abriram de maneira convicta, mas as escleras foram tomadas por sangue, mas também as narinas e os tímpanos.

  Sentindo os arredores além das paredes e do horizonte, um item de enorme energia brilhou em sua perspectiva como um segundo sol, mas possuindo trevas t?o densas quanto a sua luz. Porém, algo que o garoto n?o esperava, aconteceu…

  Quando identificou a amuleto, sua consciência chegou a ter um leve vislumbre do casulo. Tocando-o, conseguiu observar a figura que está lá dentro, sorrindo diretamente para ele.

  No mínimo contato entre suas energias, Raisel sente sua cabe?a explodir. O resultado? O sangue que escorreu pelos olhos vermelhos, orelhas e nariz. Atordoado, os joelhos encostam sobre o ch?o.

  一 Ray! 一 Os três gritaram ao mesmo tempo.

  Porém, duas figuras encapuzadas aparecem saindo de duas portas distintas pela extens?o do corredor. Uma vindo pelas costas carregando um machado e outra vindo pela frente com uma lan?a.

  一 Carmen! 一 Gritou o velho já direcionado para o lanceiro.

  一 Eu sei! Eu sei!

  Puxando o florete para trás ao dobrar o cotovelo destro, carrega uma estocada poderosa. A ponta do armamento brilha emanando pétalas de rosas t?o pequenas que parecem partículas.

  Ao perfurar o ar, uma feixe perfurante atinge o servo com o machado em cheio. Mas demonstrando ser um adversário considerável, ele bloqueou a perfura??o no último segundo – O que apenas o arrastou para trás.

  Por outro lado, Yurgen dispara uma de suas flechas contra o rosto do lanceiro. Habilmente, ele se defende com a haste, mas sem que pudesse perceber, uma segunda flecha atingiu seu joelho e, consecutivamente, sua cabe?a.

  一 O-Os trinta saíram! 一 Alertou Jeanice ao ter a sua ilus?o quebrada pelos servos de Berith.

  一 Tsc. Você pega o Ray! E você dá um jeito de acompanhar! 一 Disse enquanto olhava respectivamente para Carmen e a meio-elfa.

  “U-Um meio de acompanhar eles?!” 一 Aflita, apertou a varinha.

  A cabe?a se abaixa para pensar rapidamente. Os olhos n?o conseguem ficar parados pela velocidade do seu raciocínio. Porém, o rosto dela se ergue poucos segundos depois.

  Observando a espadachim com Raisel nos ombros e o arqueiro mais à frente, a menina apontou a sua varinha para eles. O circuito de energia em seu interior reluz com convic??o a Constela??o de Corvus.

  “Kr?henfedern: Dunkle Flügel!”

  Nesse momento, as penas de corvo saem do corpo da feiticeira como uma avalanche. Moldadas rapidamente em um enorme par de asas pelas suas costas, ela desaparece como um vulto indo em dire??o aos companheiros.

  一 C-Carmen! Yurgen! 一 Gritou conforme chegava próximo deles como um míssil.

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  Os dois olham para trás e, imediatamente, s?o envolvidos pela energia azulada espectral de Jeanice. Cobertos, est?o seguindo a velocidade dela como se estivessem flutuando, acompanhando o seu v?o rumo ao fim do corredor.

  一 Urgh… E-Esquerda… 一 Pondo uma das m?os na cabe?a, aos poucos, o garoto recobra a sua consciência.

  Ao ouvi-lo, Jeanice imediatamente virou-se para a porta à esquerda. A rapidez da sua movimenta??o deixa os servos para trás, mas também elimina os que aparecem para tentar impedi-los ao balan?ar de suas asas e arremessar de suas penas.

  一 O que você viu? 一 Preocupado, o velho encarou o menino.

  一 Uma espécie de… casulo e o Osman com o colar na frente dele. 一 Enquanto secava o sangue pelo rosto usando o bra?o, rapidamente introduziu Aquarius para acelerar seu processo de recupera??o ao máximo.

  “Casulo…?” 一 Intrigado com a resposta, Yurgen sentiu Leraje chacoalhando as suas Trevas.

  “HAHA! Maldito Berith! Sempre ousado…! Isso vai ser muito bom de se assistir~”

  一 Tsc. 一 Os olhos prateados se estreitam em dire??o ao ch?o.

  Contudo, em meio ao seu transe para ouvir a voz interior, o arqueiro acaba ensurdecendo os ruídos externos. Sua desaten??o acompanha um arrepio por todo o corpo, tirando a aten??o sobre Leraje. Rapidamente, seu olhar fixou-se em dire??o à uma parede emanando um brilho púrpuro crescente.

  A dimens?o desse brilho cresce a cada instante e, em um lapso, explode em um clar?o engolindo todos os quatro. O feixe de relampagos concentrado emitido por Osman os acertou em cheio.

  Todo o subterraneo estremeceu com as incontáveis paredes destruídas pelo poder esmagador. Somente com uma das m?os, um rombo t?o extenso quanto os corredores se alastrou como resultado da sua energia emitida.

  Soterrados por alguns escombros após serem empurrados para longe, uma mistura de cores entre azul e vermelho se expande para erradicar os destro?os. Sangrando, a meio-elfa ainda está consciente com a espadachim ao lado. Todavia, os ferimentos pelos corpos s?o nítidos com o volume de sangue que respinga pelo ch?o.

  一 Jeanice, acorda os dois!

  Tomando à frente, Carmen pisa firmemente. Acima de sua cabe?a, a Constela??o de Cassiopéia estende a sua autoridade. Os olhos claros como a água pura dos mares, se pigmentam com o carmesim de sua vontade.

  O florete, levado para trás, está pronto para estocar o que aparecer na harmonia do seu fluxo de pétalas.

  à frente dela, os incontáveis olhos dos Bealerins aparecem por toda extens?o do túnel criado há pouco. O som de seus passos ecoam junto com cada queda de destro?os pelas paredes.

  Conforme se aproximam, a ruiva observa criaturas de diferentes tipos acompanhadas desses Pag?os!

  “Dezenas de Metzger! S?o muitos tipos!”

  O primeiro Metzger a chegar é um semelhante à um c?o. Com sua incrível velocidade, salta em dire??o à espadachim em busca de abocanhar a garganta dela. Entretanto, erradicado por uma sequência de estocadas usando o bra?o, o cachorro se desfigura.

  Em seguida, dois ratos com espinhos os cercam pelas laterais. Por cima, o homem com o machado reaparece ao impor um golpe esmagador em queda.

  Com meio passo para trás, a mulher brande a espada ao concentrar a energia nela. Apenas um bra?o guia a lamina fina que desliza pelo ar várias vezes em um único instante. Entrela?ando-se rapidamente com o seu ritmo, um domo de pétalas se expande para os arredores!

  “Rosenbl?tter: Frühlingsbrise!”

  Os espinhos dos ratos batem contra as paredes rodopiantes junto do machado do Pag?o. Porém, diferente da última vez, a arma é totalmente fatiada enquanto essa redoma fatia os inimigos mais próximos.

  De longe, após o brilho escarlate se apagar e as pétalas voarem para as proximidades, os Pag?os concentram suas energias para disparar uma enxurrada de projéteis. Por outro lado, as criaturas carniceiras continuam a avan?ar.

  “Droga! N?o vou conseguir defender tudo mesmo com o Fliessen! Uso o Tennung ampliado?! N?o… Preciso guardar ele contra um inimigo mais forte!” 一 Extremamente preocupada, deslizou os dedos indicador e médio contra a lateral do florete até a ponta da arma.

  “Neidn?ch: Neblige Bl?tter…!”

  Um único direcionar da varinha contra o exército se levanta. Nessa zona mais aberta e com a concentra??o de inimigos, as penas de corvos ricocheteiam pelas paredes incontáveis vezes como laminas e lan?as pulsantes. O horizonte é completamente rabiscado pelo cruzar do ataque de enorme área de Jeanice.

  Pulverizados em um piscar de olhos, os Espectros presentes no túnel e as criaturas s?o reduzidas à vestígios.

  Impressionada, Carmen desliza os olhos para trás boquiaberta. A figura da meio-elfa, convicta, encara apenas o horizonte.

  一 Vamos seguir, Carmen. Jeanice… 一 O velho se levanta acompanhado do neto ao lado. Enquanto um sangramento mancha a cabeleira branca, o arco reaparece em partículas douradas.

  Já Raisel n?o sofreu danos graves gra?as à troca para Aquarius. O corpo todo dele dói, mas a espada das cinco estrelas também surge em posse da m?o destra. Agora, acordado e mais recuperado do dano espiritual, os olhos dourados cintilam no ritmo de Aquila.

  一 Eu senti uma outra energia poderosa vindo pra nós… Acho que vai ser melhor lidarmos com cada inimigo separado. Eu e a Jeanice vamos manter o outro ocupado. Vocês dois v?o pegar o colar daí… 一 Agarrando uma das ombreiras frouxas, ele a soltou contra o ch?o por estar amassada e fragilizada.

  一 O único problema é aquilo… N?o podemos deixar aquela coisa sair de jeito nenhum.

  Ao fundo, o pulsar vermelho do casulo é possível de ser visto mesmo distante.

  一 Certo… Tomem cuidado. Assim que pegarmos o Medaillon, vou soltar uma flecha até vocês.

  A lateral do punho de discípulo e mestre se encontram.

  Carmen e Yurgen seguem reto pelo corredor.

  Por outro lado, Raisel e Jeanice partem para a lateral.

  Saindo do subterraneo da montanha, a perspectiva passa pelas toneladas de pedras. Nesse momento, fica visível as diversas entradas distribuídas na base do monte que sustenta Kromslaing. Porém, a lua já se encontra encostada contra o horizonte do seu repouso…

  O último ato se inicia.

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