No quarto.
- O que aconteceu comigo ? - Atordoado, Marcus colocou sua m?o direita no rosto. - N?o lembro do que aconteceu após chegarmos no hotel… - Ele refletia sobre o assunto, quando se surpreendeu abruptamente e ao olhar para sua m?o direita, ela tremia incontrolavelmente. - algo está fora do normal. - A porta se abre e Doam entra no quarto e ao ver que Marcus estava acordado, ele perguntou. - Como você está ? - Mas Marcus n?o respondeu e o questionou. - O que aconteceu comigo ? N?o lembro de nada após entrar no hotel. - Doam n?o respondeu momentaneamente. - Nada, n?o se preocupe com isso. - Ele tinha medo de revelar algo e acabar prejudicando a condi??o de Marcus.
- porque você n?o quer me contar ? eu nem consigo me lembrar do motivo de virmos aqui. - Doam estava em uma situa??o complicada.
- Agora que você comentou, realmente parece que algo aconteceu, eu estou na mesma situa??o que você. - Lisandra chegou e ficou na porta atrás de Doam, que parecia n?o entender o que Lisandra falava. - Vamos fingir estarmos na mesma situa??o e n?o vamos entrar nesse assunto novamente. - Era tarde demais, Doam já havia demonstrado que n?o estava na mesma situa??o que Marcus.
- Sério ? Parece que apenas Doam n?o foi afetado. - Doam n?o conseguiu agir momentaneamente, tudo havia sido muito abrupto para ele.
- Eu só lembro de pegarmos esse quarto e eu sai para comer, foi isso que eu fiz desde que cheguei. - Marcus pensava no ocorrido, sabendo que algo havia acontecido com eles.
- N?o vamos focar nisso, primeiro temos que sair de Balduin. - Lisandra cortou o assunto enquanto declarava seu plano. Ambos Marcus e Doam concordaram com a cabe?a. - Para onde vamos? - Doam perguntou e olhou para Marcus, esperando que ele parasse de pensar muito no ocorrido e funcionou.
- Eu só sei do plano até aqui. Minha fun??o até o presente momento era achá-los. - Esse era o papel principal que Vermont havia designado para ele.
- Eu sei para onde vamos. - Marcus e Doam olharam para Lisandra, esperando com expectativa. - Vamos para a ruína da decadência. - Eles se olharam em dúvida, n?o sabiam o que isso significava.
- O que é isso e onde fica ? - Lisandra, antes de responder a pergunta de Marcus, entrou no quarto e fechou a porta. - Um local vivo e está aqui em Solarion. - Curioso com a informa??o Doam perguntou. - Vivo? - ele estava calmo ao perguntar, depois de tantas informa??es recebidas desde que Marcus o encontrou, ele já n?o se surpreendia facilmente.
- Sim, gra?as a isso n?o é fácil encontrá-lo. - Marcus pensou por um momento e perguntou após Lisandra terminar sua fala. - Como entramos em um local “vivo” ? - Lisandra ficou por um momento diante da pergunta de Marcus e respondeu. - N?o vamos entrar, ele vai nos devorar. - Respondeu Lisandra.
- Você n?o pode estar falando sério, né ? - Doam perguntava a Lisandra que n?o respondeu e preferiu permanecer quieta. Ambos Doam e Marcus analisavam como avan?ar. - n?o há nenhuma outra forma sen?o sermos devorados ? -
Lisandra respondeu a Doam. - Ninguém nunca conseguiu. - Doam sorriu ironicamente.
- Ao leste da capital de Solarion, rionis, há uma cidade abandonada e dentro dessa cidade está a ruína da decadência. é para lá que nós vamos. - Lisandra revelou o destino.
- Como a encontraremos ? - perguntou Marcus a Lisandra. - Ironicamente é até que simples, basta estarmos lá. - Marcus n?o compreendeu. - Há pouco você disse que era difícil encontrar e agora diz que é algo t?o simples ? - Sua confus?o era genuína, qualquer um pensaria o mesmo que ele. - O fato de estar vivo é que torna difícil, n?o é qualquer um que ele devora e nem há um critério específico. - Sem um critério, a única op??o de quem buscava a ruína era esperar.
- Entendo. - Marcus n?o perguntou as características de quem já havia sido devorado, seria perca de tempo.
- Pensar demais n?o vai mudar nada. Quando vamos partir ? - Doam havia decidido n?o pensar muito nas ruínas pela falta de informa??es relevantes.
- Vamos comer primeiro, a viagem é longa. - Lisandra disse enquanto virava para trás, abria a porta e saia do quarto. Doam e Marcus a seguiram.
Em uma rua qualquer de Balduin.
Samuel rygor caminhava normalmente, quando sentiu que um cristal que estava em seu bolso, se quebrou. Ele vira a direita e segue em diante com alguns pequenos desvios no caminho e chegou à loja, ao entrar perguntou diretamente ao balconista. - Onde está a informa??o ? - O balconista apontou para a sala ao lado e disse. - Ele informou que vai passar diretamente para você. - Samuel estreitou os olhos, mas foi até a sala e enquanto caminhava, colocou a m?o direita no rosto e a retirou.
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Ele abriu a porta e a fechou ao entrar. Sentou-se na mesa que havia e perguntou. - Qual a informa??o ? - O homem que tinha a informa??o era Matheus, que sorriu ao responder. - Ainda n?o, quero fazer uma mudan?a no pagamento. - Samuel que já estava receoso encarou Matheus. - O que você quer ? - Matheus parou de sorrir e respondeu. - Um VOG da cria??o. - Dessa vez quem sorriu foi Samuel, ele gargalhou enquanto dizia. - voce acha que eu sou idiota ? Um VOG por uma mera informa??o de detentores fracos ? deveria melhorar seus métodos de roubo. - Samuel achava o pre?o exageradamente desproporcional. - Minha informa??o é completa. Os 6 personagens que participaram, os tipos de VOGs que cada um dos 6 possui, seus possíveis nomes reais e onde 3 deles est?o atualmente. Com tudo isso acha que um VOG é injusto ? - Samuel permaneceu quieto analisando o “produto” valia o pre?o.
- Ainda assim, é apenas uma batalha de detentores, n?o sei se um VOG seria o ideal. - Samuel tentava barganhar com Matheus.
- ah, por favor, todos nós, detentores de caminhos principais, sabemos que o que aconteceu foi maior do que aparentou, isso é algo grande e você também sabe disso. - Matheus recostou-se na cadeira e percebeu que Samuel estava analisando o pre?o e a informa??o.
- Tudo bem, mas será um VOG beta. - Matheus queria argumentar, mas sabia que o que tornava o evento valioso era a estranheza e o silêncio pós evento. - Ok! - Ali Samuel recebeu a informa??o e Matheus o VOG.
- Apesar de n?o ser um ?mega, eu já possuo 10 betas… - Matheus havia ganhado com a situa??o e estava satisfeito, seu objetivo primário havia sido alcan?ado. Mas em contrapartida, Samuel achava que tinha perdido. - Droga! um VOG por meros detentores irrelevantes. - Ele pensou enquanto suspirava. - Pelo menos agora posso iniciar meus planos. - Apesar do sentimento de perda, ele também estava um pouco satisfeito.
- E pensar que os Raygor est?o envolvidos nisso também. - Ele pensou ao descobrir que a Srta. Gold estava envolvida. - Mas porque ? - Ele se questionava interiormente, procurando possíveis respostas, mas sem sucesso. - Parece que é maior do que eu pensava. - Ele sorriu inconscientemente, isso significava para ele maior sucesso em seus objetivos. - Quanto maior o nível e o perigo, maior a recompensa. - ele pensou enquanto saia ainda sorrindo e percebeu o balconista olhando para ele enquanto caminhava ele olha para o balconista por um momento e sai da loja.
Ao vê-lo sorrindo, o balconista sentiu um arrepio. - Fiz certo ao n?o me envolver para tentar investigar. - Ele se sentiu aliviado.
Enquanto caminhava, Samuel rygor elabora seu plano. - Eles parecem n?o ter muita experiência, mas quem é e o que ele quer ? - Ele caminhava sem rumo, perdido em pensamentos enquanto as pessoas passavam por ele, o barulho da multid?o o fez voltar a si. Ele parou de caminhar. - Talvez n?o seja t?o difícil… - Ele já havia elaborado seu plano.
Deu meia volta e continuou andando, dessa vez ele parecia ter um destino em mente.
Fora de Balduin, um trio de pessoas caminhava tranquilamente.
- Você n?o acha que deveríamos nos disfar?ar ? - Marcus perguntou.
- Nossos rostos n?o foram revelados, Nos disfar?ar apenas nos faria suspeitos na situa??o atual. - Marcus assentiu e dessa vez Doam quem está perguntando. - Você n?o acha que a Srta. Gold e aquele velho n?o revelariam ? - Lisandra negou com a cabe?a ao responder a Doam. - Eles teriam que provar como obtiveram a informa??o, já que qualquer um pode inventar algo para ganhar recompensas. - O trio continuava caminhando calmamente pela rua fora de Balduin. - Entendo, eles teriam que revelar que estavam juntos, o que faria deles alvos também. - Doam murmurou, analisando a situa??o.
Eles continuaram caminhando e conversando.
Marcus falou baixinho. - Algum de vocês tem uma teoria do que o Vermont planejou ? - Doam simplesmente balan?ou a cabe?a em nega??o e Lisandra pensou por um momento. - Difícil dizer, eu sequer sei de onde ele veio. Só vamos descobrir ao ir à ruína da decadência. - Era a única forma eficaz de saber de algo, criar teorias sem nenhuma informa??o era perca de tempo. - Você é o neto dele, n?o sabe de nada ? - Marcus olhou para Doam e perguntou. Doam suspirou ao responder. - Pode parecer estranho, mas eu também n?o tenho a menor ideia. Eu mesmo às vezes me questiono sobre ele, o que ele gosta ou odeia. Contraditório, né ? - Doam respondeu melancolicamente, seu olhar baixo, parecia estar imerso em lembran?as e questionamentos.
Lisandra e Marcus olharam para ele simultaneamente.
- Estamos indo para uma esta??o de trem ? - Doam perguntou, mudando de assunto.
- N?o há necessidade, a capital fica só a 60km de Balduin. - Ela sorriu e come?ou a correr. Marcus e Doam n?o tiveram rea??o momentaneamente, mas a seguiram logo depois. - Vai demorar um pouco, mas n?o haverá registro em lugar algum. - Eles seguiram em alta velocidade em dire??o a capital com Lisandra guiando o caminho.
Repentinamente uma rajada de fogo foi em dire??o ao trio.
Lisandra toca em Doam e Marcus e os três aparecem no ch?o em outro local.
Lisandra olhou ao redor, Marcus se atentou para possíveis ataques, Doam foi o mais lento, demorou alguns momentos para perceber a situa??o em que estava.
- O que ? De onde veio esse ataque ? - Doam parecia atordoado momentaneamente. Lisandra e Marcus n?o o responderam, permanecendo focados e um momento depois Doam entendeu e também se preparou.
O espa?o se distorceu ao redor deles e eles desapareceram e apareceram em um local completamente diferente. Era uma planície, havia apenas gramas ao redor. Ao olhar para trás viram a silhueta borrada de duas pessoas paradas olhando para eles.
- Quem s?o vocês ? para onde nos trouxeram ? - Lisandra perguntou ao ver as 2 silhuetas, sentiu um arrepio, eles sorriram ao ouvir a pergunta. - Mortos n?o precisam de informa??es. - Ao ouvir aquela voz, Lisandra tremeu. Um da dupla respondeu, era um homem, sua silhueta tremeu e tomou forma, tinha a mesma aparência e a mesma voz que Doam.
Ele levantou a m?o e a terra abaixo deles tremeu, parecia que algo estava surgindo da terra e árvores ao redor deles cresceram e repentinamente uma floresta se formou com o trio no centro. - Se preparem, v?o atacar a qualquer momento. - Doam n?o perdeu tempo e desapareceu, se ocultando. Ele escuta a voz de Marcus do nada. - N?o é permitido oculta??o aqui. - Ao terminar de falar, Doam apareceu novamente, sua oculta??o havia perdido efeito. - O que ? - Ele olhou para Marcus sem entender. - N?o fui eu, eu n?o fiz nada. - Marcus respondeu percebendo o olhar de Doam. - Ent?o porque foi só após você falar ?. - Perguntou confuso a Marcus. - Eu n?o disse nada. -
- … - Doam teve um brilho após alguma reflex?o. - A outra silhueta deve ser você, ou sua aparência. - Marcus apenas concordou com a cabe?a.
Doam achava estranho. - Ainda sinto meu poder, mas n?o consigo usá-lo. - ele pensava enquanto permanecia próximo de Marcus e Lisandra, o trio formou um triangulo, cada um olhava para uma dire??o.
Lisandra permaneceu calada o tempo todo, completamente focada na batalha, Marcus a copiou e fez o mesmo.
Eles ouviram rugidos de le?es e ursos e junto apareceram os animais. - Agora tudo está pronto, est?o preparados para morrer ? - Era a voz de Doam, o falso Doam e dois homens com a aparência de Marcus e Doam apareceram junto aos animais.
- Precisam da ajuda de animais ? - Lisandra provocou enquanto dava risadas, mas os homens permaneceram parados junto aos animais. - Bom, precau??o nunca é demais, afinal vocês enfrentaram Gold e o velho Berys junto de um outro detentor. Mataram um e feriram os outros dois. Subestimá-los seria idiotice. - O Homem com a voz de Doam respondeu calmamente. - Quem os informou sobre nós ? - Marcus perguntou ao homem. - Vocês perguntam demais. Adivinhem. - O falso Doam levantou a m?o e a abaixou em dire??o ao trio e os animais correm loucamente atacando eles. O falso Marcus correu em dire??o ao trio junto com os animais.

