home

search

Capítulo 59: A Floresta Primordial

  "Vamos, temos muito que fazer", disse Moisés, a sua voz firme a cortar qualquer hesita??o.

  O trio caminhou até ao hangar onde a Fénix Dourada estava em repouso. Assim que entraram, Moisés colocou o pergaminho no leitor da nave. A Fénix Dourada leu imediatamente as novas coordenadas e, com um zumbido suave, levantou voo em dire??o ao desconhecido.

  A viagem foi mais curta desta vez. Em pouco mais de uma hora, um planeta de um verde luxuriante e selvagem surgiu na janela de visualiza??o, a sua atmosfera densa e coberta de nuvens.

  "Será que é aquele? Parece... selvagem", disse Maria, a sua voz uma mistura de admira??o e cautela.

  A nave come?ou a dirigir-se para o planeta. "Parece que sim. Vamos aterrar", confirmou Moisés.

  Quando aterraram numa clareira no meio de uma selva densa, foram recebidos. Mas n?o por comités de boas-vindas. Um grupo de soldados, com as armaduras negras inconfundíveis do Crisol do Abismo, surgiu da vegeta??o, claramente mandados por Mariana.

  "Quem s?o estes?", perguntou Maria.

  "N?o reconheces estas armaduras?", disse Rick. "Devem ser os capangas da Mariana, aqui para nos atrasar."

  "Parece que vamos ter que lutar", concluiu Moisés.

  O trio saiu da nave e foi imediatamente cercado por laminas de energia afiadas.

  "N?o v?o a lado nenhum, heróis", disse o guarda líder, a sua voz metálica e desprovida de emo??o.

  The author's content has been appropriated; report any instances of this story on Amazon.

  Moisés permaneceu quieto, analisando a situa??o. Dez guardas a cercá-los. Um confronto direto era arriscado. Ele precisava de uma distra??o. Foi ent?o que teve uma ideia.

  Concentrando-se, ele criou um clone de energia dourada, n?o perto de si, mas silenciosamente atrás de um dos guardas na retaguarda do círculo. O clone, uma cópia perfeita dele, moveu-se como um fantasma, silencioso e invisível para os soldados focados no trio original. Com uma velocidade incrível, o clone deu um toque rápido e firme no ombro de cada um dos dez guardas.

  Para os guardas, foi como se um inimigo tivesse surgido subitamente atrás deles. Instintivamente, todos eles se viraram ao mesmo tempo para enfrentar a amea?a fantasma, deixando as suas costas completamente expostas ao verdadeiro trio.

  "Agora!", gritou Moisés.

  O trio aproveitou a abertura perfeita. Com uma série de rasteiras e golpes precisos nos pontos fracos das armaduras, derrubaram o grupo de guardas em segundos. Antes de finalizar o último, que estava atordoado no ch?o, Moisés interrogou-o, o seu martelo rente à cabe?a do soldado.

  "A tua líder. Mariana. Para que dire??o foram?", perguntou Moisés, a sua voz um sussurro perigoso.

  "E-eles... foram para sul!", gaguejou o guarda, aterrorizado. "Tem lá uma floresta antiga... disseram que receberam leituras de energia de lá!"

  "ótimo", disse Moisés, satisfeito. Com um golpe firme, mas n?o letal, com o cabo do martelo, nocauteou-o.

  "Foram para sul. Vamos para lá."

  Seguindo a dire??o indicada, eles chegaram à entrada de uma parte ainda mais densa da floresta. As árvores eram colossais, as suas copas a bloquearem a luz, e a noite já come?ara a cair, mergulhando tudo numa escurid?o profunda.

  "é melhor acamparmos aqui e entrarmos de dia", disse Moisés. "Nunca se sabe que perigos podemos vir a enfrentar nesta escurid?o."

  "Tens raz?o, Moisés", concordou Maria.

  "E vamos ficar aqui ao frio, é?", perguntou Rick, com o seu sarcasmo habitual. "Que grande plano. Ficar aqui ao frio e, a meio da noite, sermos atacados sem termos hipótese de nos defendermos."

  Moisés, em resposta, apenas sorriu. Ele estendeu as m?os e, da sua energia dourada, teceu três estruturas que se solidificaram diante deles: três tendas douradas, pequenas, mas robustas, que emanavam uma luz e um calor suaves.

  "Problema resolvido", disse Moisés.

Recommended Popular Novels