Saga 2: A Forja do Herói
De pé, à entrada do Templo Dourado, Moisés segurava o Martelo Adormecido, o seu peso uma promessa de uma nova e longa jornada. Diante deles, o pergaminho flutuante revelava as coordenadas da primeira runa, um destino gravado em luz. Mas primeiro, eles precisavam de sair daquele lugar perdido no tempo e no espa?o.
"E agora?", perguntou Rick, olhando para a paisagem desolada e silenciosa à sua volta. "Como é que voltamos?"
Moisés sorriu. Ele ergueu a sua m?o livre e fechou os olhos, concentrando-se. Ele n?o procurava o poder dentro de si, mas sim uma liga??o, um fio dourado que se estendia por galáxias. Ele chamou.
Longe, no hangar silencioso da Academia Zenith, a Fénix Dourada, que repousava inerte, ganhou vida. As suas luzes douradas acenderam-se, e o seu casco come?ou a vibrar. Num instante, a nave desmaterializou-se, n?o numa explos?o, mas num colapso silencioso de luz, desaparecendo do hangar.
De volta ao Templo, o ar em frente ao trio come?ou a ondular. Partículas de luz dourada surgiram do nada, juntando-se e solidificando-se, reconstruindo a forma da nave. Em segundos, a Fénix Dourada estava ali, a sua rampa a descer suavemente sobre a pedra polida, como se sempre lá tivesse estado.
"Uau", foi tudo o que Maria conseguiu dizer, impressionada.
A viagem de volta foi silenciosa, cada um a processar a enormidade do que tinham descoberto. A nave aterrou no hangar da academia, um edifício vasto, mas um pouco afastado do campus principal. Ao saírem para o ar familiar de Zenthos, uma sensa??o de seguran?a envolveu-os. Estavam de volta a casa.
Enquanto faziam a caminhada a pé do hangar em dire??o à entrada principal da academia, com as suas torres brancas a brilhar à distancia, notaram um grupo de seis figuras paradas no seu caminho, bloqueando a passagem com uma inten??o deliberada. N?o eram alunos que reconhecessem. As suas auras eram diferentes, carregadas com uma energia hostil e uma confian?a arrogante. No centro do grupo, uma figura destacava-se, a sua postura a exalar um comando desdenhoso.
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Quando se aproximaram, o cora??o de Moisés gelou. Ele parou de repente, o seu corpo a ficar tenso. Ele reconhecia aquela figura.
Era Mariana.
Um nome do seu passado na Terra. Uma memória que ele tentara enterrar sob anos de treino e tragédia. Ela fora uma colega de escola, uma rival da sua infancia, cuja crueldade casual e mestria na manipula??o social o tinham transformado num pária. Ela detestava-o com uma intensidade que ele nunca compreendera, e fizera da sua miss?o pessoal garantir que Moisés ficasse completamente sem amigos, espalhando boatos e mentiras com uma eficácia assustadora. Naquela altura, com os seus doze, treze anos, ele fora uma presa fácil.
Mariana sorriu, um sorriso lento e predador que n?o mudara nada ao longo dos anos. "Olha quem vem lá, meninas. Vejam só quem é."
Moisés ficou chocado, a sua mente a lutar para conectar o seu passado terrestre com o seu presente cósmico. "Mariana?", a sua voz saiu num sopro de incredulidade. "Mas... o que é que tu estás a fazer aqui?"
"O quê? Surpreso por me veres, órf?o?", disse ela, a sua voz a pingar o mesmo veneno de antigamente. "Digamos que estou apenas a terminar o que comecei há anos. Mas desta vez, n?o vou apenas desfazer as tuas amizades." O seu sorriso alargou-se, tornando-se maníaco. "Vou aniquilar-te de uma forma que nunca sentiste."
Maria e Rick puseram-se imediatamente em posi??o de combate ao lado de Moisés, sentindo a hostilidade no ar.
"Quem s?o estas?", rosnou Rick.
"Problemas", respondeu Maria, os seus olhos fixos no grupo de raparigas.
Mariana, agora uma orgulhosa Mestre da Eletricidade, estava acompanhada pelo seu esquadr?o de elite, cada uma uma mestra do seu próprio elemento: Margarida, cujos punhos já ardiam com pequenas chamas, era a Mestre do Fogo. Carolina, de cuja pele emanava uma névoa gelada, era a Mestre do Gelo. Rita, com pequenas esferas de água a orbitarem as suas m?os, era a Mestre da água. Sofia, com o vento a assobiar suavemente à sua volta, era a Mestre da Ventania. E Joana, cujos pés pareciam fundidos com o ch?o de pedra, era a Mestre da Rocha.
"Parece que a vossa fama no Crisol do Abismo chegou aos ouvidos errados", disse Mariana, os seus olhos a faiscarem com poder. "A vingan?a da escola de vil?es está prestes a come?ar."

