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Capítulo 32: O Coração do Martelo

  A fortaleza de Magneus era um labirinto de corredores silenciosos e metal frio. Movendo-se como uma única sombra, o trio infiltrou-se sem encontrar qualquer resistência. N?o havia guardas, nem alarmes, nem rob?s de patrulha. Era a confian?a suprema de um homem que acreditava que o seu planeta era a sua própria armadura.

  Seguindo os picos de uma energia estranha que Moisés conseguia sentir, chegaram a uma camara vasta no cora??o da fortaleza, uma sala que servia simultaneamente de laboratório e de sala do trono. No centro, sobre um pedestal de metal levitante, repousava o Martelo dos Elementos. Mas n?o era como as lendas descreviam. A sua cabe?a de pedra era ba?a e o seu cabo de madeira parecia morto e sem vida.

  Diante dele, de costas para a entrada, estava Magneus. Ele n?o tocava no artefacto; anéis de metal polido flutuavam à sua volta, a zumbir com energia enquanto sondavam o martelo. Ao mesmo tempo, ele falava com uma voz frustrada para um comunicador holográfico.

  "...a matriz de energia primordial n?o responde. é como se o seu cora??o tivesse sido arrancado. N?o, ainda n?o tenho informa??es para a Liga das Trevas."

  A men??o à Liga das Trevas enviou um arrepio pela espinha de Moisés. As suas piores suspeitas estavam confirmadas. "Vamos pegá-lo de surpresa, todos juntos", sussurrou ele para os seus companheiros, escondidos atrás de um pilar.

  "N?o me dês ordens", rosnou Rick, em voz baixa, o seu sangue a ferver. "Eu trato deste tipo. Observem."

  Antes que Moisés pudesse detê-lo, Rick explodiu da cobertura. Com a sua pele já a transformar-se em diamante negro, ele avan?ou como um trov?o e desferiu um soco devastador nas costas de Magneus. O impacto atirou o vil?o contra um painel de controlo, que explodiu numa chuva de faíscas.

  No mesmo instante, Moisés e Maria avan?aram para o pedestal. Mas Magneus recuperou com uma velocidade surpreendente, pondo-se de pé, os seus olhos a arder de fúria.

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  "Intrusos!", gritou ele. Com um gesto de m?o, o próprio ch?o da sala ganhou vida. Dezenas de placas de metal rasgaram-se da superfície, erguendo-se no ar como estilha?os gigantes.

  Magneus arremessou-as num ataque letal. Moisés reagiu instantaneamente, disparando uma rajada de projéteis de energia dourada que desintegravam cada peda?o de metal antes que pudesse atingi-los. A sua defesa deu a Maria a abertura de que ela precisava.

  Ela tornou-se um relampago azul, ziguezagueando entre os destro?os voadores e atingindo Magneus com uma série de golpes rápidos que o for?aram a recuar, perdendo a concentra??o no martelo. O artefacto caiu no ch?o com um baque surdo.

  "Agora!", gritou Moisés. Ele estendeu a m?o, tentando chamar o martelo para si. O artefacto tremeu e come?ou a deslizar na sua dire??o. Mas, do outro lado da sala, Magneus também estendeu a m?o, o seu poder magnético a puxá-lo na dire??o oposta.

  O martelo ficou suspenso no ar entre eles, a vibrar violentamente. Fissuras de luz come?aram a percorrer a sua cabe?a de pedra.

  "Malta, ele vai partir-se!", gritou Moisés, a sua concentra??o no limite. "Têm de o atingir!"

  Rick, já livre, avan?ou novamente, mas Magneus estava preparado. Arrancou barras de metal da parede mais próxima e lan?ou-as contra ele, prendendo-o violentamente contra a parede.

  Antes que Maria pudesse avan?ar, o som agudo de pedra a estalar encheu a sala. O Martelo dos Elementos explodiu.

  Mas n?o se desintegrou. Em vez disso, a sua cabe?a de pedra ba?a partiu-se como uma casca de ovo, e do seu interior, algo flutuou suavemente para o ch?o. N?o era uma arma, nem uma gema. Era um pergaminho antigo, enrolado e selado com um símbolo dourado, que irradiava uma luz suave.

  "O que é isso?", ofegou Maria.

  O rosto de Magneus, por um instante confuso, iluminou-se com uma realiza??o maníaca. "Claro! A fonte de energia n?o estava no martelo... o martelo era o contentor! A chave!"

  Ignorando os seus inimigos, ele avan?ou para pegar no pergaminho.

  "N?O!", gritou Moisés. "Temos de o apanhar!"

  N?o havia mais tempo para conten??o. Com um grito de pura determina??o, Moisés explodiu em luz, a sua forma dourada completa a emergir, enchendo a sala com um poder esmagador.

  Ao mesmo tempo, Maria agiu. Com uma inteligência de combate brilhante, ela correu, n?o em dire??o a Magneus, mas à volta dele, criando um vórtice de vento e poeira metálica que o desorientou e o cegou por um instante crucial.

  Foi tudo o que Moisés precisou.

  Ele moveu-se como um cometa. O seu punho dourado, carregado com o peso da sua vontade, atingiu Magneus, um golpe final e decisivo que o nocauteou instantaneamente.

  A luta tinha acabado.

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