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Fraternidade

  "O meu pecado é ter julgado demais alguém que n?o quer, e me persegue o erro de continuar sendo uma tempestade paciente."

  Capítulo 4- Fraternidade

  — Olha Protea, antes de eu vir morar aqui com Mélia, e agora com você, eu tive um belo de uma passado ruim. -diz Miosótis -Acontece que Mélia n?o é a única pessoa na qual eu tenho um amor celular.

  — Franzindo a testa Protea reponde: Celular?

  — Para n?o dizer outra palavra. —Resmungava Miosótis.

  — Quando eu e Mélia morávamos na casa de nossos pais, a gente n?o era tratados exatamente como pessoas. — Diz Mio sentado na cadeira relaxado. -Digo… éramos mais como objetos, algo de valor sabe. Nossos pais nem falavam conosco sobre algo da vida, eram pessoas realmente desprezíveis, nas quais o caráter era quase inexistente.

  — Chegando cada vez mais perto, Protea pergunta: - Mas e a pessoa que você falou que era especial, e dividia a tal da celula, era sua m?e ou seu pai?

  — Com o rosto frio e projetando seu corpo mais para frente, agora com a postura mais rígida, Miosótis responde: - N?o… Era minha irm?zinha.

  Mélia ouvia toda a conversa no outro lado do c?modo, quando Mio disse isso, ela rapidamente olhou em seus olhos, e a cabe?a virou para baixo.

  (4 anos atrás)

  Uma crian?a com brilho nos olhos ia em dire??o ao jovem pré-adolescente Miosótis, e ele a agarra no colo, dá beijos, carinhos e abra?os.

  — A m?e de Mio chega num jardim e diz: — Miosótis, vamos sair hoje, trate de vesti-la, se n?o ficará sem almo?o.

  — Sim senhora m?e. - Mio responde.

  A m?e deles logo vai para outro lugar, e na hora Mio termina de acariciar sua irm? ca?ula, e vai a procura de Mélia, para dar o aviso da m?e. Ele vai até a porta de seu quarto, mas antes de entrar, ele ouve gemidos e choros de lamenta??o de fora do c?modo, logo ele abre a porta e encontra Mélia, espancada, provavelmente de seu pai.

  Stolen from its rightful author, this tale is not meant to be on Amazon; report any sightings.

  — MéLIA! O QUE ACONTECEU!? - Ele diz indo imediatamente em dire??o à sua irm? para a consolar.

  — Astromélia diz solu?ando e abra?ada a Miosótis: Ele me bateu denovo… O papai, e-ele me deu socos e doeu, saiu sangue irm?o… doeu muito! Só por que e-eu pintei o cabelo.

  Mio e Mélia rotineiramente passavam por situa??es parecidas, mas desta vez Mio n?o conseguiu mais aceitar viver no mesmo local em que uma pessoa machucou sua amada irm?.

  Indignado com a situa??o Miosótis fala: Vamos sair daqui irm?… Nós três. Pegue suas roupas, e as arrume numa mochila, hoje nós vamos embora desse inferno.

  Miosótis vai em dire??o ao seu quarto pegar suas roupas também, mas no caminho ele encontra seu pai, e passa por ele sem falar nada e com um olhar de fúria, mas daí seu pai pergunta:

  — Miosótis, sua m?e n?o pediu para você arrumar sua irm??

  — Mio para por um segundo e respira, para responder ao seu pai: Sim pai… Já irei arruma-la, vim só pegar um livro que Mélia pediu.

  —Pois trate de se apressar, vamos sair em breve. — O pai dele continua caminhando para frente.

  Antes dele tirar os olhos do pai, ele vê os punhos dele sujos de sangue fresco, na hora a raiva quase o consumiu, mas o acalmou pensar que logo eles já sairiam desse desastre de lugar.

  Miosótis já havia se arrumado e nesse momento estava esperando Mélia na sala próxima à entrada. Ele havia combinado que ela traria a pequena junto.

  — Onde ela tá hein… — Mélia murmura procurando sua irm? pela casa.

  — Cadê você… — Mélia murmurava cada vez que abria uma porta ou ia a algum c?modo.

  — Aqui está você! Vem aqui meu amor, vem comigo. — Ela pega a garota e vai em dire??o à Mio.

  — Finalmente, a gente vai se livrar desses Tiranos! -Mélia pensava.

  — A gente vai pra onde irm?? —Pergunta a pequena.

  — Para um lugar melhor meu bem. —Responde Mélia.

  Só para ser surpreendida por seu pai, que aparecia de terno e gravada e perguntando à ela:

  — Posso saber qual lugar seria melhor Astromélia?

  Mio já estava preocupado com a demora de sua irm?, logo, ele vai procura-la.

  Mas presencia

  Uma cena

  Que ele jamais esqueceu

  — Você n?o aprende, n?o importa quantas vezes eu te discipline, será que n?o pode ser algo útil uma vez em sua vida? -O pai deles fala em grosso tom, enquanto a m?e estava com a pequena, ele batia em Mélia na frente da menina.

  — SEU DESGRA?ADO, SOLTA ELA!

  Mio da um soco na cara do pai, e pega Mélia pela m?o, saindo daquele lugar no desespero.

  — Mio, e ela? -Mélia pergunta visivelmente abatida.

  Mio na hora congela, eles já estavam na frente do port?o, se eles voltassem agora jamais eles conseguiriam sair.

  — Minha irm?… minha ca?ula, meu amorzinho, vai ficar nesse lugar inóspito, com esses loucos. -Mio diz chorando.

  Ele saiu correndo com Mélia, até a frente do port?o. Mas eles vêem os pais deles de m?os dadas com a sua irm?. Olhando-os de longe.

  Mio e Mélia n?o se seguram, n?o conseguiam mais salvar o tesouro mais precioso da vida deles.

  Ambos caem em lágrimas numa chuva escura e densa, na qual escondia a própria tempestade que estavam os sentimentos deles naquela hora.

  (Presente)

  -Isso mesmo Protea

  Ela

  é a nossa querida irm? ca?ula.

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